O desamparo em flagrante: Mila e Lito

22 de agosto de 2026

“Aqui estão os elementos que parecem debochar de qualquer coerção humana: a terra… a água… a tempestade… as doenças… e finalmente o doloroso enigma da morte, para o qual até agora nenhum remédio foi encontrado…” (Freud, 1927)

Querida Mila Seidl, acabei de assistir o seu vídeo comentando sobre o diagnóstico do seu amado marido, o Lito Sousa.

Senti tantas coisas… que vou tentar transmitir um pouco através de algumas palavras espontâneas…

Senti a efemeridade da vida; a nossa impotência frente a tantas doenças; a tristeza ante a impossibilidade de um tratamento; a constatação daquilo que o dinheiro não pode comprar; a fraqueza diante da crueldade das forças da natureza; o inexorável destino de todos os corpos, a saber, a dissolução.

A natureza é implacável.

Escutei em você uma mulher que ama, uma mãe que chora, uma companheira que gostaria muito de encontrar um porquê para tudo isso… um motivo que justificasse a doença de seu amado marido.

Escutei o desamparo. O desamparo em flagrante.

Mila, obrigado por compartilhar a sua dor.

Você me concedeu acesso ao que há de mais humano em todos nós.

Com todo meu respeito e carinho,

Giovani Malini
Vila Velha – ES
22/08/26

Obs.: texto escrito sem inteligência artificial.

Referências:

Sigmund Freud. O futuro de uma ilusão (1927). Editora Autêntica.

Posso te avisar no próximo post?