“Aqui estão os elementos que parecem debochar de qualquer coerção humana: a terra… a água… a tempestade… as doenças… e finalmente o doloroso enigma da morte, para o qual até agora nenhum remédio foi encontrado…” (Freud, 1927)
Querida Mila Seidl, acabei de assistir o seu vídeo comentando sobre o diagnóstico do seu amado marido, o Lito Sousa.
Senti tantas coisas… que vou tentar transmitir um pouco através de algumas palavras espontâneas…
Senti a efemeridade da vida; a nossa impotência frente a tantas doenças; a tristeza ante a impossibilidade de um tratamento; a constatação daquilo que o dinheiro não pode comprar; a fraqueza diante da crueldade das forças da natureza; o inexorável destino de todos os corpos, a saber, a dissolução.
A natureza é implacável.
Escutei em você uma mulher que ama, uma mãe que chora, uma companheira que gostaria muito de encontrar um porquê para tudo isso… um motivo que justificasse a doença de seu amado marido.
Escutei o desamparo. O desamparo em flagrante.
Mila, obrigado por compartilhar a sua dor.
Você me concedeu acesso ao que há de mais humano em todos nós.
Com todo meu respeito e carinho,
Giovani Malini
Vila Velha – ES
22/08/26
Obs.: texto escrito sem inteligência artificial.
Referências:
Sigmund Freud. O futuro de uma ilusão (1927). Editora Autêntica.